Protesto contra licitação da ANP reúne 300 no Rio
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quinta-feira, 12 de agosto de 2004
Agência Estado 
Rio - A Federação Única dos Petroleiros (FUP) reuniu ontem cerca de 300 pessoas no centro do Rio de Janeiro para protestar contra a 6 Rodada de Licitações de Áreas para a Exploração de Petróleo e Gás, a ser realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na semana que vem. A manifestação teve apoio de candidatos a prefeito do Rio, dirigentes sindicais e até do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile. A ANP não comentou o ato.
O argumento dos manifestantes é de que o leilão da ANP vai colocar à disposição de empresas estrangeiras áreas já pesquisadas pela Petrobras e que são vizinhas às recentes descobertas da estatal. É o primeiro leilão da ANP que disponibiliza áreas já licitadas em rodadas anteriores e que foram devolvidas após término do prazo para análise da viabilidade comercial das reservas.
Indiferente à manifestação, a ANP anunciou que um número recorde de empresas brasileiras foi habilitado para o leilão. De 30 empresas inscritas, 24 companhias foram habilitadas, sendo 9 do Brasil, 7 da Europa, 6 dos Estados Unidos e Canadá, 1 da Ásia e 1 da Oceania. Das empresas habilitadas, quatro participam pela primeira vez de licitações de blocos no Brasil: Arbi Petróleo, W. Washington, Port-Sea e Schahin Engenharia.
Segundo a ANP, no bloco das empresas que pertencem a grupos que faturam mais de US$ 10 bilhões por ano, foram habilitadas a Amerada Hess, Encana, Epic (El Paso), Petrobras, Repsol, Shell, SK, Statoil e Total. Já no grupo das que faturam entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões estão a BG, Devon e Petrogal.
''A Petrobras, se quiser ter estas áreas de volta, terá de pagar por elas, desembolsando um dinheiro que poderia ser aplicado em novas pesquisas'', argumentou o presidente da FUP, Antonio Carrara. Ele anunciou para a próxima semana uma greve de petroleiros em protesto contra o leilão.


