Prorrogado prazo para conclusão de inquéritos sobre empreiteiras
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terça-feira, 02 de dezembro de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - O juiz federal Sérgio Moro, acatou um pedido feito pelos delegados da Polícia Federal (PF), e prorrogou ontem o prazo para conclusão dos inquéritos referentes à sétima fase da Operação Lava Jato. A PF alegou ser necessário mais tempo para analisar o material apreendido durante as buscas. Em sua decisão, o magistrado concedeu mais 15 dias para a finalização dos trabalhos, e alertou que "não haverá nova prorrogação e é desejável que não seja utilizado todo o prazo".
Conforme a assessoria da PF, o prazo para que os delegados finalizassem os inquéritos terminou no último sábado, entretanto, devido ao gigantesco volume de provas foi feito o pedido à Justiça Federal. Agora, os delegados têm até o dia 13 para concluir os trabalhos. "Apesar das provas já referidas na decisão em questão, apontando, em cognição sumária, provas de materialidade de crimes e indícios de autoria em relação a vários dos investigados, afigura-se salutar conceder mais tempo à Polícia Federal para melhor análise do material apreendido", ressalta Moro em trecho de seu despacho.
A decisão do magistrado, entretanto, não interfere nos trabalhos da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF). Segundo a assessoria do MPF, caso os procuradores considerem ter provas suficientes para embasar as acusações, eles podem encaminhar as denúncias para a Justiça Federal antes mesmo dos inquéritos serem concluídos pela PF. A expectativa é de que as denúncias sejam formalizadas nas próximas semanas, antes do início do recesso Judiciário.
Os inquéritos instaurados pelas autoridades policiais referem-se a seis empreiteiras, um para cada uma. São elas: Camargo Côrrea, Engevix Engenharia, UTC/Constran, Mendes Júnior, Galvão Engenharia e OAS S.A.
REVOGAÇÃO NEGADA
Em outra decisão da tarde de ontem, Moro indeferiu o pedido de revogação da prisão preventiva, protocolado pela defesa do vice-presidente executivo da Mendes Júnior, Sérgio Cunha Mendes. Ele admitiu em depoimento à PF, a realização, entre 2011 e 2012, de depósitos no valor total de R$ 8 milhões nas contas das empresas GFD Investimentos e Empreiteira Rigidez, por solicitação de Alberto Youssef, "agindo em nome de Paulo Roberto Costa, na época diretor de Abastecimento da Petrobras". O pagamento de propina foi feito, segundo Mendes, no âmbito das obras da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.
"Quem é vítima de concussão, busca a polícia e não as sombras. Não há registro de qualquer resistência da parte do investigado quanto à suposta exigência, surgindo a admissão parcial dos fatos somente agora, quando já preso cautelarmente por esse mesmo crime e outros. É louvável a parcial admissão dos fatos. Entretanto, é insuficiente para justificar a revogação da preventiva", destacou Moro em seu despacho.


