A procuradoria do Ministério Público do Trabalho (MPT) prorrogou o prazo para que seja feito o repasse das verbas rescisórias aos funcionários dos institutos Gálatas e Atlântico. De acordo com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado em 15 de junho entre a Prefeitura e as empresas, o prazo final para o pagamento seria hoje. Porém, os mais de 900 trabalhadores devem esperar, pelo menos, mais 15 dias para receber seus direitos.
De acordo com o procurador do MPT em Londrina, Marcelo Adriano da Silva, houveram divergências com relação a documentação apresentada pelos institutos e a auditoria promovida pela prefeitura. ''O município alegou que faltava algumas informações para fazer o pagamento dessas verbas. Ficaram ajustadas novas datas'', afirmou.
Segundo o procurador, a partir de hoje, o município terá até o dia 15 para concluir a auditoria sobre as informações remanescentes. O repasse só deve acontecer no dia 19. Os salários correspondentes ao mês de maio foram pagos na última semana. ''Foi necessário prorrogar, porque o prazo previsto inicialmente, partia do pressuposto de que todas as informações estariam apuradas'', revelou o procurador.
O advogado do Instituto Atlântico, Vinícius Borba, atribuiu à administração a demora na liberação dos valores. ''Se eles quisessem ja teriam cumprido no prazo estabelecido. Os funcionários realmente trabalharam, e em nenhum momento isso está sendo contestado. Agora, cabe a eles evitar esse adiamento'', afirmou.
O advogado do Instituto Gálatas, André Cunha, acrescenta que, com a documentação entregue previamente pelo instituto, já teria sido viável o repasse dessas verbas. ''O instituto pagou os salários. E se fosse possível já teríamos realizado o das verbas também.''
O procurador jurídico do município, Paulo Tieni, afirmou que o pagamento será realizado. ''O que acontece é que a prefeitura tem obrigação de averiguar todas as informações, da forma mais segura possível'', afirma. O TAC colocou fim ao processo de intervenção pedido pela administração municipal que culminou no bloqueio das contas dos Institutos Gálatas e Atlântico, que prestaram serviços na área da Saúde em Londrina, até o último dia 8.

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