Proprietários de linhas vão à Justiça
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quarta-feira, 15 de agosto de 2001
Lino Ramos<BR>De Londrina 
A Associação dos Proprietários de Terminais Telefônicos de Londrina (Aprottel) vai tentar impedir a venda das ações da Sercomtel Celular, caso a privatização da empresa seja aprovada no plebiscito de domingo. A entidade vai ingressar hoje na Justiça com uma medida cautelar, pedindo a proibição da venda das ações enquanto não for garantido aos proprietários o direito a ações preferenciais, como ocorreu na privatização da Telepar e outras teles.
Segundo o presidente da Aprottel, Abílio Medeiros Júnior, leis municipais também garantem o direito do proprietário. ''Existe uma liminar dada pelo TJ impedindo a venda da telefonia fixa; nessa ação pedimos que isso se estenda à Celular'', afirmou. Medeiros disse ainda que em 1993 a Sercomtel comprou 16 mil linhas, reconhecendo o direito dos proprietários. ''Por mais de 20 anos a Sercomtel estimulou a compra de linhas, como sendo um bom negócio. No mínimo foi propaganda enganosa'', acrescentou.
Ontem um grupo de vereadores veiculou um anúncio em rádio defendendo a venda da Celular. Houve reclamações de pessoas achando que a propaganda estaria sendo paga pela prefeitura. O Comitê do Sim divulgou nota informando que a iniciativa partiu do vereador André Vargas Hilário (PT), líder do prefeito. ''Estava faltando uma convocação e o rádio atinge o setor mais popular'', comentou Vargas. Amanhã, o Sindicato dos Telefônicos de Londrina (Sinttel) vai realizar um ato ecumênico ''em defesa do emprego e contra a privatização da Celular''. O presidente do sindicato, José Aparecido de Moura, nega que a entidade esteja fazendo apenas um trabalho corporativo.


