Propostas têm preocupações distintas
As propostas dos candidatos que disputam o comando do PT extrapolam as divisas do Estado e abordam temas como a situação da economia nacional. Outros aproveitam o pleito para reavaliar a postura e estratégias do partido. Anísio Homem, da chapa O Trabalho, defende que o novo presidente pressione a bancada paranaense no Congresso para discutir o rompimento do governo brasileiro com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
''O partido precisa atender a expectativa popular e fazer com que o governo rompa com o FMI, além de questionar a permanência de FHC na presidência por mais um ano em meio para prosseguir com as privatizações e a ajuda aos banqueiros'', afirma Homem.
Gilberto Pucca, da chapa Articulação de Esquerda, vê na eleição direta uma chance de medir como anda a ética na legenda. ''É um processo em que o partido vai passar por um teste. Acho que vai demonstrar se o poder econômico tem influência até mesmo dentro do PT.'' Tanto Pucca quanto Anísio defendem que os petistas lancem candidato próprio ao governo e estabeleçam alianças apenas com partidos de esquerda.
Depois de ser um dos primeiros a lançar candidaturas pioneiras nas eleições legislativas dos anos 80, Jorge Sonda, da chapa Estrela da Gente, quer ter o reconhecimento traduzido na conquista da presidência. ''Precisamos reformular nossa comunicação interna e transformar o PT no maior partido do Paraná.'' (D.V)





