Brasília - A bancada do PT na Câmara fechou ontem uma proposta de plebiscito para direcionar uma reforma política no Congresso, mas sem incluir parte das sugestões lançadas pelo Planalto aos parlamentares. A sugestão de um plebiscito para a reforma política com efeitos em 2014 foi lançada pela presidente Dilma Rousseff em resposta aos protestos de rua de junho.
A ideia acabou enterrada pelos próprios líderes aliados por dois fatores: o fato de Dilma anunciar o plebiscito sem consultar antes o Congresso e o prazo de 70 dias estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral para organizar a votação.
Mesmo com o enterro da proposta, a bancada do PT decidiu insistir na consulta popular. No texto, o partido faz cinco perguntas.
A primeira pergunta é se o eleitor concorda que empresas façam doações para campanhas eleitorais. Não há questão se são favoráveis ao financiamento público. A proposta do Planalto era que discutisse que tipo de financiamento a sociedade defenderia (público, privado ou misto).
Outro ponto é que tipo de sistema deve eleger deputados: proporcional, voto distrital, sistema misto ou majoritário. Há ainda um questionamento se as mulheres devem ocupar 1/3 das cadeiras do Legislativo federal e locais.
O último item trata da participação popular na elaboração de projetos.

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