Proposta prevê também a redução de verbas da instituição
Curitiba - No Paraná, além de restringir a atuação do Ministério Público (MP), também se comenta nos corredores da Assembléia Legislativa que a proposta é reduzir a fatia do orçamento anual destinada pelo Executivo ao MP. A idéia, até agora extra-oficial, pode ter surgido das últimas declarações públicas do governador Roberto Requião (PMDB) contra o MP.
Sexta-feira passada, Requião criticou o volume de gastos do MP e anunciou que iria solicitar a relação dos salários dos seus membros. Requião também disse que considera ridícula a ação antinepotismo do MP contra o Executivo e reforçou suas críticas hoje, durante a escolinha.
O deputado Jocelito Canto (PTB) foi quem chamou atenção ontem para o fato do Legislativo discutir propostas que atingem o MP no mesmo instante em que o governador Requião declarou guerra ao órgão. Eu acho que tem relação sim. Antes o governo amava o Ministério Público, agora, da noite para o dia, quer acabar com ele só por causa de uma ação antinepostimo, afirmou o petebista, acrescentando que é contra a proposta.
O deputado Nereu Moura
(PMDB) disse que a questão do Requião com o MP é dele, não nossa, mas que concorda que há salários altos no órgão. Tem promotor de Justiça que ganha R$ 24 mil por mês. Tadeu Veneri (PT) disse que, se for para discutir salários, os membros do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário também devem ser alvos de questionamentos. O petista enfatizou que o MP, ao não recomendar a prática do nepotismo, só está cumprindo com seu papel. (C.S.)





