Proposta para reposição do FPM divide prefeitos
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
Luciana Nunes Leal<br>Agência Estado 
Brasília - Os presidentes da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), João Paulo Lima e Silva, tiveram reações opostas às medidas do governo para aliviar as perdas dos municípios. Enquanto João Paulo considerou uma ''vitória extraordinária'', Ziulkoski cobrou uma compensação com correção da inflação do ano (o IPCA ficou em 5,9%) e não apenas a correção dos valores nominais, como foi anunciado pelo governo.
''O governo dará R$ 600 milhões agora. Pelos nossos cálculos as perdas já chegam a R$ 1 bilhão. Não vou dizer se estou satisfeito ou não. Nossa expectativa era outra'', disse Ziulkoski. Ele considerou ainda mais grave o fato de o governo não ter anunciado nenhuma mudança em relação à dívida dos municípios com o INSS. Os prefeitos querem a suspensão do pagamento até que se chegue a um encontro de contas. ''O governo vai continuar retirando dinheiro dos municípios. Esse assunto foi tangenciado. Estou preocupadíssimo com a reação dos prefeitos quando tomarem conhecimento'', disse Ziulkoski.
No extremo oposto, João Paulo comemorou. ''Achei, do ponto de vista imediato, uma grande vitória para o municipalismo. A recuperação em relação ao ano passado é uma recomposição muito importante. Só em Recife serão R$ 13 milhões. Vai ajudar as prefeituras a sair do sufoco. Esses recursos vão aumentar o aquecimento da economia nos municípios'', disse o presidente da frente dos prefeitos.
Sobre a falta de medidas para aliviar as dívidas previdenciárias, João Paulo disse esperar que o assunto seja resolvido durante a votação da Medida Provisória dos débitos municipais, que será discutida esta semana na Câmara. ''Espero que o Congresso tenha uma posição rápida'' , disse João Paulo, ex-prefeito de Recife.


