Proposta deve passar na Câmara até setembro
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Renata Giraldi<BR>Folhapress 
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse ontem que em um mês e meio a Casa deve aprovar a prorrogação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O prazo previsto por ele atende às expectativas do governo que pretende concluir a votação da medida no Congresso até novembro. Mas o petista reconheceu que o assunto vai provocar polêmicas e debates entre oposicionistas e governistas.
''É uma matéria que vai ter uma necessidade de articulação política por parte do governo e da oposição permanente'', afirmou Chinaglia. Segundo ele, a intenção é instituir imediatamente a comissão especial para tratar do assunto. Os integrantes serão indicados pelos líderes partidários.
Na avaliação do petista, a primeira missão da comissão é definir o número de sessões que irá orientar os trabalhos.
''A primeira questão a ser respondida diz respeito a quantas sessões, já que pode ser de dez a 40, quantas a comissão vai utilizar para discutir e votar no parecer'', disse Chinaglia.
Inicialmente, houve um acordo entre líderes dos partidos para que a comissão especial realizasse apenas dez sessões para discutir, analisar e votar a CPMF.
Chinaglia ressaltou que o esforço dos governistas - para realizar sessões de segunda à sexta-feira - já é parte do regimento interno da Câmara, que determina a realização de sessões todos os dias da semana. ''Só não conta como sessão quando não há quórum'', disse o petista. Pelo regimento, há sessões deliberativas (com votações) e não deliberativas (sem votações).


