Proposta de reajuste do governo desagrada servidores
Ao contrário da expectativa dos servidores públicos que reivindicam reajuste de 8,17%, o governador Beto Richa (PSDB) encaminhou semana passada à Assembleia Legislativa (AL) o anteprojeto de lei que oficializa o aumento do funcionalismo. Pela proposta, os 260 mil servidores estaduais 120 mil deles professores receberiam 3,45% de aumento em 2014, a serem pagos em três parcelas, sendo a primeira em setembro e a última em novembro. Em contrapartida, o Executivo se compromete a antecipar a data-base de 2015, estimada em 8,37%, para janeiro. Tradicionalmente, o acréscimo é calculado em todo 1° de maio.
O chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, estimou o impacto financeiro da data-base deste ano em R$ 200 milhões. O montante, diz ele, só será pago graças a um esforço do próprio governo e da AL, que abriu mão de R$ 87 milhões de seu orçamento, de R$ 636 milhões.
A APP Sindicato, que representa os professores, considerou a proposição "imoral" e "indecente" e as 2,1 mil escolas estaduais continuam com a greve, que já dura mais de um mês.
A queda de braço entre governo e servidores se acentuou com a divulgação dos salários dos professores no Portal do Executivo. A medida irritou os educadores. Se o internauta quiser informações de outras áreas ou sobre outros temas como gastos com viagens, o processo de busca no Portal da Transparência continua complexo.
O índice corresponde à inflação de maio a dezembro do ano passado
Para salários de outros servidores, por exemplo, é preciso digitar o nome completo e exato do funcionário
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





