A Câmara Municipal de Londrina aprovou em segunda discussão o projeto do Executivo que altera a forma de cálculo da gratificação dos diretores das escolas municipais de Londrina. Para contemplar os diretores de escolas que têm menor número de alunos matriculados, porém trabalho equivalente por oferecerem ensino integral, o PL altera o texto da lei de 2012 que instituiu o PCCS (Plano de Cargos Carreiras e Salários) - onde se lê "alunos matriculados" passa a valer "soma de alunos atendidos por turno".

O projeto também corrige a defasagem dos valores referentes a funções gratificadas. O objetivo, segundo a secretária de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes, é remunerar os diretores já a partir de julho. Por conta disso, neste ano o impacto financeiro na folha de pagamento da Prefeitura deve ser de R$ 400 mil; já no ano que vem, de cerca de R$ 800 mil. Ao todo, são 154 profissionais na rede municipal de ensino de Londrina, sendo 120 diretores e o restante diretores auxiliares.

"O valor era muito baixo e de uma época que o diretor não tinha as responsabilidades que ele tem hoje, desde o tomate que chega pra fazer a salada. Eles são gestores destes contratos, fazendo a fiscalização para a Secretaria de Educação, tem convênio com o Governo Federal, é ele quem vai ao banco, e trabalha muito. Ele tem que ser engenheiro, psicólogo, todas as profissões juntas", exemplificou a secretária.

Novos valores
Hoje em dia os diretores de escolas que têm até 299 alunos recebem R$ 507 de gratificação pela função, e passarão a receber R$ 856, assim como todos os diretores auxiliares. Já no caso de escolas que têm entre 300 e 499 alunos, o valor passa de R$ 649 para R$ 1.095. Em escolas que têm entre 500 e 699, a gratificação, que é de R$ 812, pulará para R$ 1.369, e nas duas escolas com mais de 700 alunos, a gratificação passa a ser de R$ 1.712, R$ 212 de reajuste. O projeto agora vai para redação final antes de ser votado.

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