Proposta de pedetista divide opiniões
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quarta-feira, 13 de setembro de 2000
Pedro Livoratti De Londrina 
Instalar câmeras em pontos considerados críticos em acidentes de trânsito e de alta criminalidade para coibir a violência. Esta é a proposta que está sendo defendida pelo candidato a prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), no horário eleitoral gratuito. Batizada de Olho Vivo, a idéia é questionada por representantes do Conselho Comunitário de Segurança, mas encontra aprovação junto à Polícia Civil. O candidato diz que a proposta é uma alternativa barata e já implementada com sucesso em Americana e Campinas (SP).
Estamos sugerindo algo que possa ser realizado pelo município, afirma o candidato, referindo-se ao fato de que a segurança pública é atribuição do governo estadual. Segundo ele, a idéia é aproveitar o sistema de fibra óptica da Copel-Sercomtel para instalar os sistemas de câmeras, monitorando os locais considerados mais perigosos na cidade. Com a vigilância eletrônica, entende o candidato, a violência pode ser reduzida. Dá para evitar inclusive a depredação dos prédios públicos, afirma Barbosa Neto.
O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Gilson Garret, afirmou que o projeto defendido pelo pedetista pode ser um auxílio a mais para a Polícia Civil, mas não reduzirá a criminalidade. Ele disse que em Curitiba, sistema semelhante foi instalado na Rua das Flores, centro da cidade.
O delegado afirma que, como a segurança é de responsabilidade do Estado, o município poderia apoiar outros projetos por meio de convênios. Dessa forma, entende o delegado-chefe, seria interessante, por exemplo, a locação de um imóvel para a polícia. Ele cita que o 6º Distrito está instalado em prédio alugado. Se a prefeitura puder disponibilizar um imóvel seria excelente, sugere o delegado.
Já o presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina, Arthur Piancastelli, vê com restrições o projeto do candidato. É uma idéia de primeiro mundo; acho que antes seria melhor resolver o problema local, afirma ele, listando falta de efetivo, de viaturas e até de combustível. Adianta termos um sistema moderno, quando temos escrivães trabalhando em máquinas de escrever e até falta sulfite para inquérito?, questionou.
O presidente do conselho sugere que o prefeito que for eleito em Londrina enfrente o problema da segurança cobrando do governo estadual e implementando a guarda municipal. O futuro da polícia é a municipalização, portanto é preciso se antecipar, afirmou Piancastelli.


