O secretário da Educação do Distrito Federal, Antônio Iba¤ez Ruiz, criticou ontem as metas do programa de governo do presidente FHC para a área educacional, em um eventual segundo mandato. ‘‘O papel aceita tudo’’, resumiu o secretário do DF, que é governado pelo PT.
Embora considere acertada a prioridade dada ao ensino médio e profissionalizante, Ruiz entende que o governo deixou de adotar medidas imprescindíveis, na atual gestão, e, na sua opinião, será difícil transformar o projeto em realidade. ‘‘Como priorizar o ensino médio se não há professores para isso?’’, pergunta. Segundo ele, faltam ao País cerca de 100 mil professores de física, química, matemática e biologia.
O secretário condenou também a previsão de empréstimos internacionais para garantir a expansão do setor e equipar as escolas com computadores, laboratórios e material didático. ‘‘Na atual crise econômica internacional, é um risco recorrer aos dólares do BID ou do Bird’’, afirmou. O programa de FHC prevê o investimento de até R$ 4 bilhões, captados no exterior, com contrapartida dos estados.

mockup