Proposta de FHC para a educação desagrada no DF
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sexta-feira, 04 de setembro de 1998
Demétrio Weber Agência Estado 
O secretário da Educação do Distrito Federal, Antônio Iba¤ez Ruiz, criticou ontem as metas do programa de governo do presidente FHC para a área educacional, em um eventual segundo mandato. O papel aceita tudo, resumiu o secretário do DF, que é governado pelo PT.
Embora considere acertada a prioridade dada ao ensino médio e profissionalizante, Ruiz entende que o governo deixou de adotar medidas imprescindíveis, na atual gestão, e, na sua opinião, será difícil transformar o projeto em realidade. Como priorizar o ensino médio se não há professores para isso?, pergunta. Segundo ele, faltam ao País cerca de 100 mil professores de física, química, matemática e biologia.
O secretário condenou também a previsão de empréstimos internacionais para garantir a expansão do setor e equipar as escolas com computadores, laboratórios e material didático. Na atual crise econômica internacional, é um risco recorrer aos dólares do BID ou do Bird, afirmou. O programa de FHC prevê o investimento de até R$ 4 bilhões, captados no exterior, com contrapartida dos estados.


