Semana passada, os vereadores de Londrina rejeitaram já em primeiro turno o projeto do Executivo que regulamenta o pagamento dos honorários de sucumbência aos 19 procuradores do Município. Apesar de arquivada, entretanto, a matéria foi diluída na forma de um substitutivo ao projeto de lei que define as alterações do novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do funcionalismo público municipal.
A alteração à proposta do PCCS estabelece o rateamento igualitário dos honorários advocatícios de causas ganhas pela Prefeitura a todos os procuradores da administração municipal. Esse tipo de pagamento está suspenso em Londrina desde maio.
Mesmo antes de o projeto original que tratava da sucumbência ser votado, diversos vereadores haviam se manifestado contrários ao pagamento, por entenderem que o honrário ganho deveria ser convertido ao erário público.
O líder do prefeito Nedson Micheleti (PT) na Câmara, Lourival Germano, admitiu que a decisão do Plenário é soberana, mas defendeu que o substitutivo fosse incluído no outro projeto ''porque vários vereadores estavam fora do Plenário no dia da votação''. Ele e o colega de partido Gláudio Renato de Lima foram dois dos poucos ausentes. Germano explicou que a tentativa de passar a medida foi sugerida pelo próprio Executivo. ''Muitos projetos estão sendo votados nesses dias; creio que os vereadores não tiveram tempo para discutir a fundo a matéria'', emendou. O projeto foi protocolado na Casa em setembro.
A inclusão do projeto na pauta de votações não estava definida até ontem à noite. (J.G.)

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