Curitiba - Em maio, um relatório enviado pelo Tribunal de Contas (TC) do Estado ao deputado estadual Marcelo Rangel (PPS), sobre os gastos do Executivo com publicidade e propaganda durante os anos de 2005 e 2006, rendeu discussões acirradas na Casa durante o primeiro semestre. Os gastos, destacou a oposição, foram volumosos e mal distribuídos. A oposição afirmou que veículos de restrita circulação, mas alinhados ao governador Requião, receberam quantias superiores do Executivo. O secretário de Estado de Comunicação Social, Airton Pisseti, convidado a esclarecer o assunto no plenário, não compareceu.
O assunto culminou com a instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar os indícios de irregularidades na área. A criação da CEI foi aprovada no final de maio, mas sua instalação só ocorreu no início do mês. Os trabalhos, portanto, só começam em agosto. Outra CEI instalada, também em julho, vai apurar supostos abusos nos preços das tarifas de pedágio.
As contas do Executivo também foram alvo de supostas denúncias. A oposição acusou o Estado de ''maquiar'' as contas para que o balanço financeiro de 2006 terminasse no ''azul''. A publicação de duas prestações de contas diferentes, no diário oficial, referentes ao primeiro quadrimestre de 2007, também foi questionada pela oposição. A secretaria de Estado da Fazenda alega que os dados do primeiro balanço eram provisórios, daí a necessidade de nova publicação. Na última prestação de contas foi retirado um valor que havia anteriormente sido questionado pela oposição.
Ainda em maio, outras polêmicas. Além da ''crise dos remédios'', servidores públicos da área da saúde no Estado protestaram durante sessões na Casa contra a decisão do Executivo de cobrar o cumprimento de 40 horas semanais. A jornada está prevista em lei, mas, servidores da saúde cumprem 30 horas semanais desde o início da década de 90, por orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Um projeto de lei de autoria do deputado estadual Tadeu Veneri (PT), legalizando a jornada reduzida, deve ser apreciado no plenário em outubro. (C.S.)

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