Prontos-socorros podem parar a partir do dia 21
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sexta-feira, 09 de setembro de 2011
Paula Barbosa Ocanha<br>Reportagem Local 
Os Conselhos Médicos dos hospitais Evangélico e Santa Casa de Londrina não aceitaram nenhuma das propostas feitas pela Secretaria Municipal de Saúde na última quinta-feira, que tinha como objetivo repassar até R$ 275 mil para o custeio de plantões e consequente manutenção dos atendimentos nos pronto-socorros (PS) das instituições. Os hospitais querem manter o valor anterior em torno de R$ 550 mil. Caso não cheguem a um acordo, os prontos-socorros dos dois hospitais podem parar a partir do dia 21.
O diretor da Santa Casa, Fahd Haddad, alegou que até o próximo dia 20 o pronto-socorro do hospital deverá funcionar sem interrupção, mas não garante o que acontecerá depois disso. ''Decidimos em assembleia manter a escala e o plantão sem interrupção ou prejuízo para ninguém até o dia 20, esperando que haja uma nova negociação antes disso. A proposta do Corpo Clínico da Santa Casa e do Hospital Infantil é que se mantenha o contrato vigente, que foi assinado no ano passado pela direção do Hospital e a Secretaria de Saúde'', explicou.
O diretor do Corpo Clínico da instituição, Milton Ferrari Neves Filho, alegou que as propostas da Secretaria não foram aceitas porque os valores pagos seriam muito reduzidos. ''Haveria uma redução em mais de 60%, de um valor que a gente já considerava defasado''. A assessoria do Hospital Evangélico salientou que a instituição pretendia fazer uma contraproposta à Prefeitura. ''Até uma decisão também mantemos o PS aberto até o próximo dia 20''.
As duas propostas da secretaria de Saúde seriam o pagamento de algumas especialidades pelos hospitais ou arcar com a manutenção de todos os incentivos para as Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
O secretário municipal de Saúde, Márcio Nishida, ressaltou que os R$ 275 mil eram o máximo que poderia ser repassado aos hospitais e que não tem contraproposta nesse caso. ''Não temos como aumentar o valor. Não vamos manter o incentivo de plantão à distância e sim fazer com que os prontos-socorros não fechem. Queremos o pronto-socorro aberto e não que o hospital nos forneça uma escala de plantões pronta'', explicou.
Caso não haja negociação, Nishida alegou que pretende fazer uma transferência de serviços médicos, como a feita em 2009 quando as instituições e a secretaria também não entraram em acordo sobre o pagamento dos plantões a distância. ''Se houver paralisação não vamos ficar negociando com os hospitais, transferimos para outros os serviços e ainda vamos alegar quebra de contrato por parte deles''.


