Promotoria vai pedir quebra de sigilo de 39 suspeitos
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domingo, 22 de abril de 2001
Agência Estado De Palmas 
O Ministério Público Federal (MPF) vai pedir a quebra de sigilo bancário dos últimos cinco anos de 39 pessoas suspeitas de envolvimento em fraudes na Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Entre elas, os ex-secretários-executivos do Ministério da Integração Nacional Benivaldo Alves de Azevedo e Maurício Benedito Vasconcelos, além do ex-superintendente da Sudam, José Arthur Guedes Tourinho.
Na semana passada, a Justiça Federal de Tocantins decretou a quebra de sigilo de outras nove pessoas, todas ligadas aos irmãos Soares, acusados de diversas irregularidades na concessão de financiamentos em Tocantins, Amapá e Pará. Os procuradores da República já tinham feito o pedido de prisão preventiva das 48 pessoas, mas a Justiça Federal deferiu apenas 27, e somente uma delas continua presa em Mato Grosso do Sul.
O MPF acredita que o esquema de fraudes na Sudam obedece a três seguimentos, sendo que o primeiro é operado por laranjas, empresários e intermediários. O segundo é dirigido por oito escritórios de consultoria que montam os projetos a serem financiandos pelo Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (Finam) e o último grupo é integrado por dirigentes e antigos dirigentes da autarquia e do Ministério do Desenvolvimento Nacional.
O principal argumento dos procuradores são escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal, onde são citadas as 48 pessoas. Em um determinado trecho, o nome de Benivaldo Azevedo é citado por Geraldo Pinto da Silva, um dos principais acusados pelo esquema de irregularidades dentro da Sudam, durante uma conversa com o empresário José Soares Sobrinho.
O MPF pediu a quebra de sigilo de outro ex-secretário-executivo, Mauricio Vasconcelos, que também foi superintendente da Sudam, indicado pelo presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), e de Arthur Tourinho. Ele já estava respondendo a processo aberto pelo Ministério Público de Mato Grosso.


