As promotoras de Defesa do Patrimônio Público de Londrina encaminharam ofícios ao prefeito Nedson Micheleti (PT), recomendando a suspensão do pregão eletrônico, realizado no dia 19, para aquisição de equipamentos para a reestruturação dos servidores. O primeiro ofício foi remetido na sexta-feira (19) e o segundo na última terça-feira (23).
O pregão, de R$ 855 mil, realizado pela Secretaria de Gestão Pública, enfrentou também um pedido de impugnação pela empresa Microsens, que participou da concorrência. Além do pedido de impugnação, o sócio-gerente da empresa, César Oliveira, entrou também com uma denúncia de irregularidades no Ministério Público (MP), o que gerou a abertura do procedimento administrativo.
Conforme a denúncia do empresário, as exigências do edital direcionariam a concorrência. ''Pelo que pudemos analisar o edital, a princípio, as exigências restringem a participação ampla de empresas e acabam violando o princípio básico da lei de licitações'', justificou a promotora Leila Voltarelli. ''Existem suspeitas de irregularidades. Estamos tentando que a administração municipal se abstenha (do equívoco)'', disse a promotora Solange Vicentin. ''Poderemos estudar juntos a situação.''
Segundo o secretário de Gestão Pública, Gláudio Renato de Lima, ele somente recebeu os ofícios ontem. ''Os ofícios somente chegaram hoje (ontem). O primeiro ofício que recomenda a suspensão foi recebido na prefeitura no dia 22, na segunda-feira, e o pregão realizado na sexta-feira, dia 19. Há um lapso temporal que torna impossível qualquer tipo de acolhimento do pedido'', afirmou. ''O que tomamos por prudência, porque há o questionamento, é que vamos fornecer toda documentação ao Ministério Público, antes da assinatura do contrato. Esses documentos devem ser encaminhados amanhã (hoje).''

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