A promotora de Defesa do Patrimônio Público de Londrina, Solange Novaes Vicentin, pretende ouvir a ex-coordenadora e a ex-gerente do Provopar, respectivamente, Cristina Barros e Maria Cristina Campos, sobre as denúncias de irregularidades na entidade. Ela é responsável pelo procedimento investigatório instaurado segunda-feira, quando o auditor da prefeitura, Osvaldo Alves de Lima, encaminhou relatório apontando irregularidades de aproximadamente R$ 741 mil no Provopar. A data dos depoimentos ainda não foi escolhida.
Ontem de manhã, integrantes do Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina foram à prefeitura levar apoio ao trabalho de Lima. O diretor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Valter Orsi, afirmou que a sociedade precisa de uma prestação de contas de todas as secretarias e autarquias. ‘‘Há situações na biblioteca municipal, no Terminal Rodoviário e a sociedade precisa saber. Por isso viemos dar esse apoio para que o auditor continue com suas ações.’’
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina, Lauro Zanetti, disse que o movimento pediu para que o auditor investigue ‘‘a fundo e mostre à sociedade’’ quais os recursos desviados e quem está envolvido. ‘‘Eu acredito que estão tentando fazer com que seja o culpado quando ele simplesmente apurou um fato e trouxe à comunidade o que foi encontrado’’, comentou. Lima disse que o apoio do movimento representa mais força para levar adiante o trabalho. (L.R)

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