Curitiba - O Ministério Público (MP) estadual deve protocolar hoje de manhã, no Tribunal de Justiça, ação civil pública e denúncia-crime contra os oito acusados de terem participado da operação entre Copel e Olvepar. O objetivo é garantir a restituição dos valores negociados na operação, que na visão do MP foi lesiva ao Estado, e punir criminalmente os responsáveis pelo acordo firmado entre as duas empresas.
O teor de qualquer ação civil pública pede o ressarcimento dos prejuízos, suspensão dos direitos políticos dos acusados, multa, proibição de contratação com o poder público e perda de bens acrescentados irregularmente ao patrimônio. A denúncia criminal pede a prisão dos acusados.
Na terça-feira de manhã, antes de ser decretada a prisão preventiva de Ingo Hubert, ele divulgou uma nota oficial na qual afirma que a operação com a Olvepar foi legal e vantajosa tanto para a Copel como para o Estado.
O ex-governador Jaime Lerner também divulgou uma nota oficial na terça-feira, afirmando que não tratou do assunto Copel/Olvepar com o governador Roberto Requião e que os questionamentos do atual governo visam unicamente desqualificar o governo anterior.
O advogado de Youssef, Antônio Augusto Figueiredo Basto, não quis falar ontem. Na terça-feira ele disse que Youssef não recebeu nenhum dinheiro na operação nem participou dela. O advogado Renato Andrade, que defende Sérgio Molina, Cesar Bordin e André Grocheveski, disse ontem que ainda não havia conversado com seus clientes. O advogado de Pierruccini não foi localizado.(R.F.)

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