Promotoria pede sequestro de bens de ex-prefeito Scarpelini
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quinta-feira, 17 de maio de 2001
Maurício BorgesDe Apucarana 
A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Apucarana ingressou ontem na 2ª Vara Cível com uma medida cautelar, com pedido de liminar, pedindo o sequestro dos bens do ex-prefeito Carlos Roberto Scarpelini (PSDB). O pedido de liminar também atinge o extinto Apucarana Futebol Clube e seu ex-presidente, Jesus Vicentini. A ação deve ser julgada nos próximos dias pelo juiz Katsujo Nakadomari.
Segundo o Ministério Público (MP), Scarpelini fez repasses irregulares ao Apucarana Futebol Clube, no período de 1997 a 1999, no valor de R$ 885.816,51 (atualizados). O promotor Eduardo Nagib Matni explicou que os repasses tiveram pareceres contrários da Diretoria de Contas Municipais, do Tribunal de Contas do Estado e do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção ao Patrimônio Público Cível.
Matni explicou que o pedido de bloqueio de bens é preparatório para uma ação civil pública, por ato de improbidade administrativa, que deverá ser impetrada em 30 dias. A ação foi proposta com base na lei de nº 8.429 (Lei de Improbidade Administrativa) e nos artigos 822 e 825 do Código de Processo Civil.
Procurado pela Folha, o ex-prefeito Carlos Scarpelini declarou que liberou ao time de futebol da cidade apenas o que estava previsto no orçamento do município. Na época isso foi feito com autorização legislativa, e apenas obedeci ao que estava no orçamento, comentou.
Scarpelini destacou que nas administrações que o antecederam também foram feitos repasses de recursos ao futebol profissional. Apoiar o futebol profissional era uma prática comum em todo o Estado, frisou. Estou absolutamente tranquilo em relação a isso e estarei à inteira disposição do MP e do Judiciário, acrescentou.
A Folha não conseguiu localizar ontem Jesus Vicentini, que, segundo informações de amigos, estaria residindo em Curitiba.


