A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Cascavel propôs anteontem uma ação civil pública pedindo a indisponibilidade de bens do ex-prefeito Salazar Barreiros (PPB), por desvio de finalidade na aplicação de verbas públicas. A ação se refere a gastos considerados excessivos com uma empresa de aluguel de helicópteros e na compra de passagens aéreas.
De acordo com o promotor Carlos Alberto Choinski, o ex-prefeito teria gasto durante sua gestão cerca de R$ 10,9 mil com o aluguel de helicópteros que eram utilizados para que empresários que visitavam o município pudessem fazer um sobrevôo sobre sua área urbana. Na época, Barreiros explicou que esta despesa tinha por finalidade atrair empresários dispostos a investir em Cascavel.
Na ação, o MP cita também o pagamento de 23 passagens aéreas que foram compradas pela prefeitura e cedidas a uma empresa da cidade. O promotor preferiu não citar o nome da empresa beneficiada, porém deu a entender que ela teria recebido as passagens durante o período eleitoral de 1998.
Quando foram constatadas as irregularidades, o MP solicitou explicações sobre os gastos, mas a prefeitura disse ter ‘‘jogado fora’’ os recibos e que não sabia quem teria usado as passagens. A empresa de turismo que vendeu os bilhetes à administração também negou informações, afirmando que teve um problema em seus registros de computador.
A proposta de ação para devolução dos valores e indisponibilidade dos bens de Barreiros foi encaminhada à Justiça, que mandou citar o ex-prefeito para que apresente defesa prévia. O ex-prefeito foi procurado, mas não foi localizado pela Folha.

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