Promotores ouvem caixas de banco sobre ''fantasmas''
O caso das contas fantasmas abertas na agência Centro em Londrina também está sendo investigado pelo Ministério Público (MP), que quer saber quem se beneficiou dos desvios de recursos da Prefeitura de Londrina. Ontem, o promotor Bruno Galatti ouviu dois funcionários que trabalham como caixas do Banestado, Miriam Baggio Santos e Nivaldo Pelogia. Queremos determinar qual o procedimento de saques nessas contas, já que o volume de cheques é muito grande, disse o promotor.
A descoberta de contas fantasmas em Londrina foi feita pelo MP a partir do rastreamento do dinheiro desviado da Prefeitura de Londrina em licitações fraudulentas na administração, através da então Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). Já se sabe, por exemplo, que parte desses recursos passaram pela conta da empresa Freitas & Dutra, do laranja José dos Santos, de Florestópolis. Santos é um bóia-fria que diz que não sabia da utilização de seu nome para abertura de contas. Mas outras contas fantasmas também podem ter sido utilizadas no esquema.
Além dos dois funcionários-caixas ouvidos ontem, mais de 40 funcionários do Banestado, de Londrina e da região, serão ouvidos pelos promotores. Já prestaram depoimentos ao Ministério Público o gerente da agência centro, Wilson Maeda; o superintende local, José Collete; o ex-diretor de Operações, Gabriel Pires; e o ex-presidente do Banestado, José (Neco) Garcia Cid. (L.H.)





