Promotores evitam alimentar polêmicas com o parlamentar
Os promotores Solange Vicentin, Cláudio Esteves e Bruno Galatti, principais alvos dos ataques do deputado José Janene (PPB), novamente evitaram alimentar polêmicas. Nossa atuação é exclusivamente no processo e não vamos fazer nenhum tipo de declaração. O palco é o processo; e é no processo que vamos fazer as argumentações necessárias, afirmou ontem Solange Vicentin. Ela comentou apenas que os depoimentos são públicos e que maioria deles foi feita com o acompanhamento de advogados ao contrário do que disse o deputado.
O advogado Delivar Tadeu de Matos, por exemplo, que representa o grupo Tâmara-Principal, confirmou ontem em entrevista à TV Coroados (Rede Globo) que compareceu aos depoimentos do sócio-proprietário José Luiz Sander e da gerente Vânia Maria Jolo. Os dois revelaram o pagamento de uma caixinha de R$ 21 mil mensais para Janene por dois anos. Questionado se ele ou os depoentes foram coagidos a prestar esclarecimentos, o advogado respondeu: Essa possibilidade é ridícula.
Já o Movimento pela Moralização considerou grosseiras as acusações feitas por Janene. O presidente do Centro de Direitos Humanos (CDH), Carlos Roberto Scalassara, acredita que, com as acusações, o deputado está tentando desviar a atenção da população sobre as investigações do MP. O que tem que devem ser observadas e analisadas pela sociedade, são as acusações que pesam sobre o deputado e não o movimento, afirmou.
De acordo com Scalassara, as afirmações de Janene de que os membros do movimento seriam laranjas do MP, desconsideram o fato do grupo ser formado por dezenas de entidades. Ele não está agredindo somente os representantes dessas entidades, mas todos os que estão indignados com o desvio de milhões que aconteceu em Londrina, desabafou.
O advogado e ex-presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Newton Moratto, também acredita que o ataque do deputado ao movimento tenta encobrir as acusações contra ele. Tudo isso aí nada mais é do que uma cortina de fumaça. Toda pessoa que tem mandato deve prestar conta desse mandato à população. Ele está sendo acusado por um rol muito grande de testemunhas dizendo que ele participou de desvios. A sociedade quer que ele apresente provas de que não participou. (L.H. e Cristiane Oya)





