Os novos promotores do Pará, Hamilton Salame, João Gualberto dos Santos e Agair Jurema, que formam uma comissão de investigação dos desvios do Banpará, tentam, nove anos depois, reverter a situação, apesar de não terem além da boa vontade para que o caso ande. O pouco que conseguiram foi com ajuda do próprio BC, que enviou dois técnicos do Estado, e esforço próprio, sacrificando inclusive as férias do meio do ano. Eles são obrigados até a trabalhar no escuro por causa do racionamento, em determinadas horas do dia. Se agora o processo não anda por falta de condições de trabalho, antigamente ele foi engavetado simplesmente por omissão.
Ninguém sabia o destino dos relatórios do BC, até que o promotor José Vicente Miranda Filho, em março deste ano, pediu os documentos de volta. Mesmo assim, novamente o arquivou, até que a comissão retomasse o caso, em abril. Mas para que tudo não terminasse como em 92, os três promotores decidiram enviar parte do trabalho feito ao MPF, que encontrou indícios de que havia dinheiro da União no desvio do Banpará. As investigações já mostram que Jader, seus familiares e amigos estavam por trás dos desvios, feitos por meio de cheques administrativos depositados em aplicação de renda fixa. (A.E.)

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