O corregedor-geral do Ministério Público (MP) do Paraná, Milton de Macedo, manifestou ontem o apoio aos promotores de Londrina, que vêm sendo alvo de ações do deputado federal José Janene (PPB). O deputado é citado em cinco ações de improbidade administrativa, por envolvimento nos desvios de dinheiro da Prefeitura de Londrina.
‘‘O objetivo dessa reunião com os colegas de Londrina, é manifestar todo a solidariedade da direção superior da instituição. Viemos trazer nosso apoio aos colegas de Londrina e em especial aos que atuam na Defesa do Patrimônio Público, que vêm sendo atingidos de forma desmedida por comentários de pessoas que têm sido objeto de ações do Ministério Público’’, disse Macedo.
Ele também recebeu de integrantes da organização não-governamental (ONG) Movimento Pé Vermelho! Mãos Limpas!, uma nota em apoio aos promotores que investigam os desvios.
‘‘O objetivo é dizer, em que pese as críticas que estão sendo feitas, os ataques por um parlamentar, que a comunidade acredita que a instituição deve ser respeitada porque vem prestando relevantes serviços para a sociedade. Viemos transmitir ao corregedor que a instituição goza de plena confiança da sociedade londrinense’’, disse o presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina, Lauro Zanetti.
O promotor de Defesa do Patrimônio Público de Maringá, José Aparecido da Cruz, que investiga os desvio de dinheiro público naquele município, acredita que os promotores de todo o País têm sofrido com ações de investigados. ‘‘É preciso que a sociedade entenda que o Ministério Público, quando deduz uma ação contra alguém, o faz com base em muitas provas, e quem tem o dever de dar essa sentença que dá resposta, é o Judiciário, e é isso que estamos buscando através dessas ações.’’
José Janene já ajuizou nove ações indenizatórias por danos morais contra os promotores Bruno Galatti, Cláudio Esteves, Solange Vicentin, Antonio Winkert de Souza e Loenir Batisti. Na semana passada, uma decisão judicial garantiu ao deputado o acesso a documentos referentes à investigação e à quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, em posse do MP.

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