A promotora eleitoral Gildelena Alves solicitou à Polícia Federal em Londrina a abertura de inquérito para apurar uma suposta promessa de emprego feita por um candidato a uma cabo eleitoral após as eleições. O caso foi levado ao Ministério Público há duas semanas pela Organização Não Governamental (Ong) Movimento Pé Vermelho! Mãos Limpas, com base em uma reportagem publicada na Folha há mais de um mês.
Outras quatro possíveis irregularidades também apresentadas pela Ong ao Ministério Público estão sendo apuradas, entre elas a que cita o ex-prefeito Antônio Belinati (Sem Partido), que durante um programa de rádio teria sugerido a candidatura do filho à Assembléia Legislativa, Antônio Carlos Belinati (PSL).
Segundo a Assessoria de Imprensa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ontem foi protocolado o pedido do Ministério Público em Londrina, solicitando providências contra o ex-prefeito em virtude da suposta propaganda ilegal em favor do filho. Fitas do programa comandado por Belinati foram anexadas ao procedimento. A Assessoria do TRE informou ainda que o processo será distribuído para um dos juízes auxiliares do Tribunal para análise. Procurado pela reportagem o prefeito Antônio Casemiro Belinati não foi localizado.
A fixação de adesivos nas muretas de uma via expressa em agosto passado e também denunciada pela Ong ao Ministério Público está incomodando outro candidato à reeleição. O promotor eleitoral Cláudio Esteves encaminhou representação contra o deputado estadual Luiz Carlos Alborguetti (PTB) para que ele seja notificado a fazer a remoção dos adesivos. O promotor aguarda ainda o retorno do processo que se encontra com o juiz eleitoral para encaminhá-lo ao TRE e apurar a aplicação de eventuais medidas punitivas.
O deputado Alborguetti informou que ainda não foi notificado pela Justiça, mas não escondeu a irritação com o assunto. ''Foi um caso isolado e os dois cabos eleitorais responsáveis por isso já foram demitidos'', disse o parlamentar. Segundo a coordenação de campanha de Alborguetti, todos os adesivos serão retirados imediatamente.
Quanto a campanha publicitária da prefeitura, intitulada ''Londrina tá diferente'' também denunciada pela Ong, a promotora eleitoral Luciana Lepri não encontrou indícios de ilegalidade.

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