Promotora não prioriza apuração da morte de PC
PUBLICAÇÃO
domingo, 22 de junho de 1997
Agência Folha Maceió 
Um ano depois, a apuração das circunstâncias das mortes de Paulo César Farias e Suzana Marcolino, a cargo do Ministério Público de Alagoas, está parada. A promotora Faílde Mendonça afirma que o caso não é uma prioridade para a Justiça e que ainda não começou a analisar os novos laudos periciais, que recebeu há mais de um mês.
Tenho dado preferência a casos em que haja um réu identificado, mas a morte de PC não se encaixa nessa modalidade, afirmou a promotora. Mendonça declarou que poderá debruçar-se sobre o caso PC durante o mês de julho, quando o Ministério Público estará em recesso. Ela promete para os primeiros dias de agosto a divulgação de suas primeiras conclusões.
A promotora está encarregada de estudar uma nova perícia técnica, solicitada a quatro legistas, que compartilham da tese de duplo homicídio. O novo laudo é importante para fazer um contraponto às conclusões do professor Badan Palhares (autor da primeira perícia), disse ela.
Os novos laudos, endossados pelo legista George Sanguinetti, da Universidade Federal de Alagoas - principal voz discordante de Palhares -, conclui que houve duplo homicídio.
A promotora disse que ainda não tem opinião sobre o que aconteceu no quarto de PC. Ela considera três hipóteses: assassinato de PC por Suzana, que depois se suicidou; assassinato de PC por Suzana, que depois foi morta por uma terceira pessoa; assassinato de ambos por uma terceira pessoa. Se optar pela primeira hipótese, o caso será arquivado, já que o réu (Suzana) estaria morto. Caso contrário, a promotora vai pedir explicações à Polícia Judiciária para identificar suspeitos.
Mendonça disse que os indícios de ligação de PC do a máfia italiana são meras especulações. Trabalho em cima de fatos, não de suposições sem fundamento. Não há nada que indique que a máfia tenha ligação com a morte de PC, declarou.


