A promotora da 8ª Vara Criminal de Maceió, Failde Mendonça, pediu licença para tratamento de saúde, e deve se afastar por quatro meses das investigações sobre as mortes de Paulo Cesar Farias, o PC, e Suzana Marcolino. O pedido de licença foi deferido pela Procuradoria-Geral de Justiça e publicado ontem no ‘‘Diário Oficial’’ do estado. O juiz da 8ª Vara, Alberto Jorge Correia de Barros, garante que a saída da promotora não prejudica as investigações. Segundo ele, tão logo a promotora se afaste, o Ministério Público Estadual indicará o substituto.
O médico legista George Sanguinetti, que foi o primeiro especialista a contestar a versão de crime passional defendida pela polícia alagoana e pelo legista Fortunato Badan Palhares, estranhou o afastamento da promotora. Para Sanguinetti, a promotora pode ter sofrido pressão para se distanciar do caso, justamente quando o laudo complemantar reforça a possibilidade de duplo homicídio.
Ontem, durante todo o dia, Failde evitou falar com os jornalistas. Na 8ª Vara, comenta-se que ela tirou licença médica para fazer uma cirurgia no abdômen, que vinha sendo adiada. Na semana passada, a promotora havia marcado para hoje uma entrevista coletiva, quando deveria revelar quando e quem iria ouvir nessa nova fase de investigação. Failde conversou informalmente com alguns delegados da Polícia Civil, mas todos se recusam participar das novas investigações.
O delegado João Mendes, diretor do Departamento Central de Policia da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Alagoas, confirmou que foi convidado, mas não aceitou a missão.

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