O parecer da Câmara Jurídica foi aprovado por unanimidade na última reunião ordinária do Consema do ano passado, segundo Camillo Vianna. Por isso, na semana passada, a promotora de Defesa do Meio Ambiente, Solange Novaes Vicentin, convidou o presidente do conselho e o presidente da Cooprelon para uma reunião.
Segundo Fernando Barros, a promotora relatou que firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com um poluidor e destinou o valor da multa - R$ 50 mil - à Cooprelon. ''A promotora nos chamou para uma reunião na semana passada para informar que tinha destinado ao conselho uma multa com o objetivo específico de auxiliar a Cooprelon na compra dos EPIs'', disse Barros. ''Mas isso não quer dizer que o fundo seja obrigado a aceitar o pedido da promotora.'' A reportagem não conseguiu falar com a promotora, que está de férias.
Fernando Barros afirmou que, diante deste fato novo, tanto a promotora quanto Montezini devem ir à reunião do conselho marcada para 30 de janeiro para defender a proposta.
O conselheiro Camillo Vianna explicou que, como o pedido já foi negado, a nova solicitação terá de ser analisada novamente pela Câmara Jurídica. ''Esta vinculação do recurso pela promotora terá de ser avaliada, porque não sabíamos disso. Porém, vamos continuar levando em consideração que o contrato com a Cooprelon já prevê recurso para EPI.'' Ele pondera destinar o recurso a outra cooperativa de catadores de Londrina que ainda não tenha sido contemplada. ''Já que é uma verba para EPIs para catadores, esta poderia ser uma solução, mas tudo isso terá de ser discutido no conselho'', afirmou Vianna. (L.C.)

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