Segundo Montezini e Puertas, a cooperativa foi formada por sugestão da promotora de Defesa do Meio Ambiente, Solange Vicentin. ''Eu comprava o material de outras cidades e estados e queria comprar o material dos recicladores em Londrina, mas ninguém vendia. Falei com a promotora, mas ela disse que empresas não podiam fazer este serviço e sugeriu que eu apoiasse uma cooperativa e fizesse uma parceria'', relatou Puertas. A promotora não negou as informações e disse não considerar a ''parceria'' uma burla à lei.
A promotora também não demonstrou preocupação com o fato de os dois principais dirigentes da cooperativa não serem catadores. ''Verificar a documentação é uma responsabilidade da CMTU porque a lei exige que eles sejam catadores, mas, também é preciso saber qual exatamente a definição de catador'', defendeu Solange, que também considerou normal o alvará da Cooprelon ter e-mail e telefone da Supra. ''Eu não acho estranho porque sei que a empresa está apoiando a cooperativa'', avaliou a promotora.
O próprio presidente da Cooprelon considerou o fato um erro. ''Isso não pode. Se está assim, está errado'', disse Maurício Montezini. O dono da Supra disse que não dispunha da informação e não fez qualquer comentário sobre a suposta irregularidade. (L.C.)

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