Promotora de Curitiba recebe advertência de Conselho do MP
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A promotora da 7 Vara Criminal de Curitiba, Margareth Mary Pansolin Ferreira, foi advertida pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por não apresentar alegações finais em uma ação penal decorridos oito anos, num processo iniciado no ano 2000. Até 2008, a promotora ainda não havia se manifestado sobre as conclusões. Além disso, em outro inquérito policial, ela deixou de oferecer denúncia-crime entre os anos de 2004 e 2008.
A promotora ganhou destaque depois que participou da investigação sobre o suposto uso de caixa dois na campanha de reeleição do então prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (PFL), em 2002. Ela ainda investigou denúncias de corrupção contra o ex-prefeito de Londrina Antonio Belinatti (PP), hoje deputado estadual.
A advertência foi definida durante reunião no CNMP, na quarta-feira, e divulgada ontem. O caso começou quando o então corregedor-geral do MP do Paraná protocolou no CNMP o pedido de revisão disciplinar. A conselheira do CNMP, Maria Ester Henrique Tavares, explica, no texto da punição que a falta da promotora ocorreu de forma continuada: ''A desídia se configura exatamente com a continuidade da falta cometida, ou seja, a perda dos prazos foi apenas o início da falta, cuja permanência se deu em razão da ausência de manifestação da promotora, mesmo estando os autos em seu poder todo esse tempo''.
O MP-PR informou que a promotora respondeu administrativamente pela falta e que ela não se pronunciará sobre o caso.


