Promotor recorre a tribunal contra prefeito Scarpelini
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sexta-feira, 07 de julho de 2000
Maurício Borges de Apucarana 
Recorrendo da decisão do juiz da 1ª Vara Cível, Marcelo Mazzali, que indeferiu há oito dias o pedido de afastamento do prefeito Carlos Scarpelini (PSDB), o promotor substituto Marcos Neri de Almeida, encaminhou ontem agravo de instrumento ao Tribunal de Justiça. O recurso deve dar entrada em três dias no TJ, mas só será distribuído para julgamento em agosto, após as férias forenses. A Folha não encontrou o promotor, que atua em Londrina mas, durante as férias trabalha em Apucarana. Funcionários da promotoria informaram que os argumentos do recurso são os mesmos que haviam sido apresentados na ação civil pública proposta anteriormente pelo promotor titular, Eduardo Nagib Matni.
Na ação, Matni alegava que estaria havendo cerceamento das investigações do MP, em relação às denúncias feitas contra Scarpelini. Porém, o juiz indeferiu o pedido, argumentando que, na própria ação, o MP juntou vários documentos franqueados pela prefeitura. Segundo Mazzali, inexistem elementos que mostrem uma interferência indevida do prefeito nas investigações.
No mesmo recurso ao TJ, o MP pede que a indisponibilidade de bens de Scarpelini, que foi aceita pela Justiça até o limite de R$ 36 mil, seja ampliada para o dobro deste valor. Para o MP, a contratação do advogado Wilson Kaminski (sobrinho do prefeito), que recebeu R$ 36 mil nos últimos dois anos é irregular, considerando que não está registrado em cargo comissionado e nem prestou concurso público para qualquer outra função.


