Promotor pede a prisão preventiva de ex-secretário
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de outubro de 2001
Gilmar Agassi<br> De Cascavel 
O promotor de Justiça, Marcelo Balzer Correia, pediu anteontem a prisão preventiva do ex-secretário de Indústria e Comércio de Cascavel Marco Aurélio Beck Lima. Ele tomou a decisão depois de ouvir o relato de oficiais de Justiça que não conseguiram localizar o ex-secretário para intimá-lo a comparecer à audiência na 1ª Vara Criminal da Comarca de Cascavel.
Beck Lima foi denunciado em dezembro do ano passado por peculato em função de irregularidades cometidas no Instituto de Previdência do Município de Cascavel (IPMC). O ex-secretário e o ex-encarregado financeiro do instituto Cléber Vicente são acusados de desviar ou se apropriar de dinheiro público, além do uso de documentos falsos. Eles são acusados pela troca de R$ 67,5 mil em cheques do IPMC por dólares.
Além deles, o ex-presidente do instituto, José Jesus Lopes Viegas, foi denunciado por peculato culposo, ou seja, negligência ao ter assinado os cheques, sem a solicitação de notas fiscais e de empenho que comprovassem o destino dos recursos. Viegas e Cléber Vicente já foram ouvidos pelo juiz Moacir Dalla Costa, da 1ª Vara Criminal.
Segundo Marcelo Correia, como não são fornecidos endereços corretos de Beck Lima ele poderá ser considerado foragido. ''Essa não é a primeira vez que ele é intimado a depor e não comparece'', observa o promotor.
O advogado do ex-secretário, Lauri da Silva, disse que seu cliente está em Curitiba tratando de negócios. O advogado pediu à Justiça três dias de prazo para que o ex-secretário se apresente para ser interrogado. ''Ele está em lugar certo e sabido. Não está foragido'', garante Lauri.
Baseado no pedido de prisão preventiva feita pelo promotor de Justiça e a alegação da defesa de Beck Lima, o juiz Moacir Dalla Costa deliberou que ''no prazo de três dias será tido como em lugar ignorado e justificando daí sim, o decreto de sua prisão preventiva''.
O ex-presidente do IPMC, José Jesus Viegas, teve seu processo suspenso após fazer um acordo com o Ministério Público, em que se propôs a doar cestas básicas para entidades beneficentes. A Justiça determinou o valor de R$ 7.680,00 para a prestação de serviços. Já o advogado de Cléber Vicente, pediu a suspensão do processo, mas teve o pedido indeferido pelo juiz.


