O empresário-doleiro Alberto Youssef, acusado de movimentar R$ 150 milhões em 32 contas fantasmas de agências do Banestado, reuniu-se ontem com o promotor José Aparecido da Cruz, em Maringá. Os dois, segundo o advogado do doleiro, João dos Santos Gomes Filho, ‘‘tiveram uma conversa informal’’. ‘‘Mas na próxima semana meu cliente volta a Maringá com alguns documentos importantes nas investigações’’, disse Gomes.
O advogado não quis adiantar quais os documentos serão apresentados. Mas novamente confirmou que o doleiro, ‘‘assim como todo o Sul do Brasil’’, conhecia o ex-secretário Luis Antônio Paolicchi, principal acusado dos desvios da Prefeitura de Maringá.
Outro motivo da ‘‘visita’’, seria a comprovação das atividades de Youssef. O doleiro, na versão de Gomes, quer provar ao MP a situação econômica e as atividades em que está envolvido. ‘‘Meu cliente nunca negou conhecer Paolicchi, mas também nunca foi sócio ou teve negócios com ele’’, garante. O relacionamento comercial entre os dois, segundo Gomes, era de empréstimos. Youssef emprestou dinheiro para o ex-secretário e recebia cheques administrativos, que eram comprados com recursos do município.
O promotor Cruz alega que a visita foi ‘‘frustrada’’, mas confia que os documentos prometidos por Yossef cheguem até a próxima semana. ‘‘São papéis importantes porque darão margem a novas investigações’’, confidenciou. Verbalmente, o doleiro alegou que tem como comprovar os empréstimos, feitos através da casa de câmbio que tem em Londrina. O valor, segundo Cruz, está próximo de R$ 3 milhões. (M.Z.)

mockup