Promotor ouve Beto Youssef, acusado de movimentações
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sábado, 27 de janeiro de 2001
De Maringá 
O empresário-doleiro Alberto Youssef, acusado de movimentar R$ 150 milhões em 32 contas fantasmas de agências do Banestado, reuniu-se ontem com o promotor José Aparecido da Cruz, em Maringá. Os dois, segundo o advogado do doleiro, João dos Santos Gomes Filho, tiveram uma conversa informal. Mas na próxima semana meu cliente volta a Maringá com alguns documentos importantes nas investigações, disse Gomes.
O advogado não quis adiantar quais os documentos serão apresentados. Mas novamente confirmou que o doleiro, assim como todo o Sul do Brasil, conhecia o ex-secretário Luis Antônio Paolicchi, principal acusado dos desvios da Prefeitura de Maringá.
Outro motivo da visita, seria a comprovação das atividades de Youssef. O doleiro, na versão de Gomes, quer provar ao MP a situação econômica e as atividades em que está envolvido. Meu cliente nunca negou conhecer Paolicchi, mas também nunca foi sócio ou teve negócios com ele, garante. O relacionamento comercial entre os dois, segundo Gomes, era de empréstimos. Youssef emprestou dinheiro para o ex-secretário e recebia cheques administrativos, que eram comprados com recursos do município.
O promotor Cruz alega que a visita foi frustrada, mas confia que os documentos prometidos por Yossef cheguem até a próxima semana. São papéis importantes porque darão margem a novas investigações, confidenciou. Verbalmente, o doleiro alegou que tem como comprovar os empréstimos, feitos através da casa de câmbio que tem em Londrina. O valor, segundo Cruz, está próximo de R$ 3 milhões. (M.Z.)


