Promotor e delegado defendem mais prazo
O promotor da 41 Zona Eleitoral de Londrina, Miguel Sogaiar, refutou as insinuações do advogado do PT, João dos Santos Gomes Filho, de que estaria ''patrocinando uma perseguição política'' ao partido. ''Não temos bandeira partidária, e se agora resolvemos pedir novo inquérito, é porque a denúncia de falsificação dos recibos eleitorais é grave'', argumentou.
Ainda de acordo com o promotor, a prorrogação de prazo para o inquérito se deve à ''complexidade do caso'' e é amparada pelo parágrafo terceiro, artigo 10 do Código de Processo Penal.
Na mesma linha, o delegado que preside o inquérito na Polícia Federal, Kandy Takahashi, negou qualquer conotação política na condução dos trabalhos e rechaçou a crítica sobre os 60 dias da dilação solicitada e, até ontem à tarde, ainda não atendida. ''As provas estão sendo colhidas e anexadas no inquérito; não vejo nenhum uso político da PF nessa apuração. Quanto à extensão, não é o advogado, mas a autoridade policial e juiz responsável pelo caso que determinam'', rebateu, para completar: ''É hábito nosso solicitar 60 dias para conclusão de inquérito, até para evitar que vá e volte com frequência da Justiça Eleitoral''. (J.G.)





