Cascavel O deputado estadual Tiago de Amorim Novaes foi ''assassinado por vingança''. A afirmação é do promotor de Justiça Marcelo Balzer Correia, que ontem esteve em Cascavel entregando ao juiz da 1 Vara Criminal, Moacir Dala Costa, o pedido de prisão preventiva contra sete pessoas acusadas de participação no crime, ocorrido em 18 de dezembro de 2001. Até sexta-feira, Balzer deverá entregar a denúncia-crime contra os acusados.
O promotor afirmou que o mentor intelectual e mandante do crime é o policial civil João Adão Sampaio Schisler, que está preso desde janeiro de 2001, em Curitiba, acusado pela morte do traficante Abelino de Jesus, o Abelha. Este, inclusive, seria o motivo pelo qual Sampaio contratou a morte do deputado. Em seus programas no rádio e televisão, Tiago Amorim acusava o policial pela morte do traficante.
Quem deu os cinco tiros contra Amorim, segundo Balzer, foi mesmo Alcides Machado Meirelles, preso na última semana em São José do Rio Preto (SP). Meirelles está preso em Curitiba e nega a autoria. Mas o promotor disse que Meirelles foi delatado por outros dois envolvidos na articulação do crime, Joelço Antunes das Chagas e Everson Junke. Além disso, suas caracterísitcas são semelhantes às relatadas pelo vigia do prédio onde morava o deputado, a única testemunha do crime.
Apesar de Sampaio e Alcides serem os principais responsáveis pelo crime, outras 10 pessoas tiveram participação. Ainda ontem, o promotor solicitou a prisão preventiva de Sampaio, Marcos Bernardes Pires, Joelço das Chagas, Everson Junke, Arlindo Luiz de Lima, Marcelo Alves da Rocha e Humberto Soares de Oliveira Júnior. Outro acusado que já está com a preventiva decretada é Carlos dos Santos. Além desses, Luís Carlos Bernardes Pires, o Balaio, que era primo de Sampaio, Sandro Gelasko e Arlei Zucolotto, também participaram, mas estão mortos.
Dentre os acusados, somente Pires e Carlos dos Santos continuam foragidos. Balzer acredita que a prisão deles será uma questão de tempo. ''Já temos informações sobre o paradeiro dos dois'', frisou.
O promotor revelou que a primeira vítima não seria Amorim, mas seu repórter Reinaldo Rocha. A quadrilha chefiada por Balaio não ''cumpriu o serviço'', porque no dia que iriam matá-lo, ele estava acompanhado de sua filha. Em relação aos R$ 40 mil utilizados para contratar a morte do deputado, Balzer informou que o dinheiro pode ter vindo de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). ''O Balaio tinha ligações com líderes do PCC'', conclui.

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