Cascavel – O promotor de Justiça Marcelo Balzer Correia, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), entregou ontem ao juiz da 1ªVara Criminal de Cascavel, Moacir Dala Costa, a denúncia-crime contra os nove acusados da morte do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes, ocorrida em 18 de dezembro de 2001, em Cascavel. A partir da próxima semana, o juiz deverá começar a interrogar os acusados.
  Dentre os acusados estão o policial civil João Adão Sampaio Schisler (que seria o mandante), Alcides Machado Meireles (principal suspeito de ter dados os cinco tiros), Carlos dos Santos, Marcos Bernardes Pires, Joelço Antunes das Chagas, Everson Junke, Marcelo Alves da Rocha, Arlindo Luiz de Lima e o também policial civil Humberto Soares de Oliveira Júnior, que seria o responsável por repassar a pistola 9 mm que vitimou o deputado.
  Além destes, Balzer constatou a participação de outras três pessoas no crime, entre elas Luís Carlos Bernardes Pires, o Balaio, primo de Sampaio, mas todos foram mortos em confrontos policiais. Dos nove, apenas Pires e Carlos dos Santos estão foragidos. Os demais estão presos por outros crimes.
  O juiz Dala Costa explicou que possui um prazo legal de 81 dias para colher o depoimento dos acusados e das nove testemunhas arroladas. Dentre as testemunhas, estão o repórter Reinaldo Rocha, que segundo o promotor, seria o primeiro alvo da quadrilha, o vigia do prédio onde morava o deputado – a única pessoa a presenciar o crime – além de pessoas ligadas aos criminosos acusados.
  Segundo Dala Costa, na denúncia-crime, o promotor confirmou o que havia declarado à imprensa, ou seja, de que o deputado foi morto a mando de João Sampaio por vingança. O magistrado conclui que após expirar o prazo para interrogatórios, o próximo passo será encaminhar os acusados para julgamento.

mockup