Promotor confirma pedidos de prisão em outras ações
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quarta-feira, 16 de maio de 2001
De Londrina 
O promotor de Investigações Criminais Cláudio Esteves confirmou ontem que nas outras duas denúncias apresentadas à 4ª Vara Criminal de Londrina existe a solicitação da prisão preventiva de vários envolvidos no esquema de desvios de recursos da prefeitura. Segundo ele, o esquema encontrado pelo Ministério Público (MP) é semelhante aos fatos que embasaram as duas primeiras ações. O dinheiro obtido com a venda das ações da Sercomtel para a Copel (em maio de 1998) era transferido do Conselho de Gestão Financeira (Cogefi) para o caixa da prefeitura e na sequência era repassado à Comurb.
Esteves não quis revelar detalhes das ações. Disse apenas que em uma delas os contratos fraudulentos foram elaborados em nome da Edificadora Vêneto, de Curitiba. Ele rebateu as críticas do advogado de Antonio Belinati, Antônio Carlos de Andrade Vianna, para quem a promotoria armou um espinhel de ações. O promotor afirmou que as ações são correspondentes às condutas dos réus. Se elas são excessivas é porque os réus praticaram crimes em excesso, comentou.
Esteves lamentou que os réus não procurem o debate jurídico no processo. Ao invés de fazer sustentação oral em corredores do Fórum, eles deveriam agir com rapidez e promover a defesa no processo. A defesa nos corredores em nada vai beneficiar os réus. Na sua avaliação, caso apresentassem sua versão dos fatos durante os interrogatórios, os acusados poderiam ajudar a esclarecer os fatos.
O promotor lembrou que o ex-prefeito sempre reclamou que não encontrava chance de se defender, porém não compareceu a dois interrogatórios marcados por dois juizes diferentes. O interrogatório é uma peça eminentemente de defesa. No instante em que ele não comparece pela segunda vez nos preocupa, porque queremos que a defesa dos réus seja assegurada.
Até ontem à tarde, a Procuradoria de Justiça não havia ingressado junto ao Tribunal de Justiça (TJ) com um recurso para derrubar as liminares que suspenderam a prisão preventiva de Belinati e mais seis acusados. As prisão foram decretadas pela Justiça, na primeira ação criminal. (L.R.)


