Promotor admite erro em estouro de galpão
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
O promotor Domingos Tadeu Ribeiro da Fonseca, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), admitiu ontem, em Curitiba que os 65 veículos encontrados pelo Serviço de Inteligência da Polícia Militar, a P2, num galpão em São José dos Pinhais, podem ser realmente veículos recuperados de clientes inadimplentes do Banco Santander. Tive acesso a apenas um documento. E ele comprova que o veículo pertence ao Santander. Mas vamos evoluir nas investigações para saber como estes caminhões recuperados pela Justiça de outros Estados vieram parar num galpão na Região Metropolitana de Curitiba, adiantou.
O promotor informou, sem confirmar quando e nem de que forma (por carta ou em depoimento) os diretores do Banco Santander serão convidados a prestar esclarecimentos. Domingos não descarta a hipótese de que os caminhões e ônibus encontrados possam ter sido usados no golpe do seguro (falso roubo).
Um dos diretores do Banco Santander (que tem sede em São Paulo), Evandro Pagy, disse que hoje a diretoria da empresa deve se posicionar oficialmente sobre o caso. A revelação de que os 63 caminhões e dois ônibus encontrados no galpão (interditado desde o dia 1º de abril) não pertenceriam ao empresário de desmanches de carros, Paulo Gilberto Pacheco Mandelli como acreditavam os promotores da PIC e a P2 foi publicada com exclusividade na edição do último domingo da Folha.
A interdição foi mais uma ação conjunta da PIC e da P2 à procura de provas para incriminar Paulo Mandelli, foragido da Justiça, com prisão temporária decretada de 30 dias. Ele é acusado de roubo, receptação de veículos, com a participação e conivência de policiais civis.





