Promessas de 1992 causam polêmica entre vereadores
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de janeiro de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
Uma promessa de campanha feita nas eleições municipais de 1992 está gerando uma grande confusão em Toledo. O vereador Manoel Rosa de Lima (PFL) está juntando provas para processar seu colega de Legislativo Lúcio De Marchi (PPB). Tudo porque De Marchi foi até uma emissora local de rádio e afirmou que Lima estaria devendo R$ 70 mil para a Comunidade São José Operária, um bairro de Toledo.
Segundo denúncias feitas na rádio, Lima teria registrado um acordo durante a campanha de 92, comprometendo-se a dividir seu salário com a comunidade. Ele confirma, mas diz que a doação ocorreria se vencesse as eleições, o que não aconteceu. Quem fez a acusação terá que responder por tudo aquilo que foi dito a meu respeito, ameaça.
Apesar de não ter conseguido se eleger, Lima foi nomeado para o cargo de administrador da Regional Grande Pioneira e, segundo as denúncias, teria dito que doaria o salário da mesma forma. Isto não é verdade, eu só doaria metade do salário se tivesse sido eleito, ressaltou. Eu jamais enganaria a comunidade onde eu e minha família vivemos.
Lima acredita que De Marchi está tentando atacá-lo porque não recebeu seu voto na eleição para a presidência da Câmara. Ele disse que eu corrompi meu voto, mas apenas exerci meu direito de cidadão e decidi votar no outro candidato, esclareceu. De Marchi foi derrotado na eleição.
O vereador De Marchi foi procurado na Câmara de Vereadores e em sua casa, mas não foi encontrado.


