Projetos reajustam salários de prefeito, vice, secretários e vereadores de Cambé
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segunda-feira, 02 de setembro de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 
A Câmara Municipal de Cambé (Região Metropolitana de Londrina) recebeu no final de agosto duas propostas da Mesa Executiva da Casa que repõem a inflação dos salários do prefeito, vice, secretários municipais e vereadores de 2021 até 2024. Hoje, cada categoria recebe mensalmente os seguintes valores:

Pagamento atual
Prefeito - R$ 18.803,06
Vice-prefeito - R$ 8.618,06
Secretários - R$ 8.618,06
Vereador - R$ 5.978,67
Primeiro-secretário Legislativo - R$ 7.614,52
Presidente da Câmara - R$ 8.959,50
Com os projetos aprovados
Prefeito - R$ 20.386,27
Vice - R$ 9.343,70
Secretários - R$ 9.343,70
Vereador - R$ 6.482,07
Primeiro-secretário do Legislativo - R$ 8.255,66
Presidente da Câmara - R$ 9.713,88
Em entrevista à FOLHA, o presidente do Legislativo, José Carlos Camargo (PSB), mais conhecido como Zezinho da Ração, desconversou quando questionado se as matérias representam um aumento nos subsídios dos parlamentares e gestores do município. "Estamos apenas cobrindo os índices da inflação definidos pelo Banco Central, de 4,25% para 2019 e 4% para 2020. Essa conversa de que queremos aumentar nossos salários é balela. Tive que colocar para a deliberação do plenário pelas notificações que venho recebendo do TC (Tribunal de Contas do Paraná). Não quero ser multado por isso", reforçou.
Os projetos foram protocolados no dia 20 de agosto, mas, apesar do pouquíssimo tempo de tramitação, Camargo adiantou que pode retirar a discussão de pauta. "A legislatura passada não votou. Tem umas coisas que acontecem em Cambé que são um verdadeiro absurdo. Vou retirar porque os vereadores que assinaram junto mudaram de ideia. Não acredito que a população tenha entendido errado essas propostas, que nem foram votadas ainda."
O vereador Paulo Soares (PTB) adiantou à reportagem que é contra esse debate, que, em sua avaliação, "vai na contramão do clamor público, assim como outros assuntos que já passaram pela Câmara. Nesta gestão, o Legislativo referendou o que considero como diversos absurdos. Em outros casos, se encolheu diante do Executivo e acabou servindo apenas como um braço do prefeito e seus representantes. Sou totalmente contrário à tramitação desses conteúdos, mas espero que os moradores de Cambé separem quem concorda com isso e quem está se opondo", explicou.
A Prefeitura informou que não vai se posicionar sobre o assunto. "O PL é de iniciativa da Câmara e a Administração não tem poder de intervir no processo. Não podemos nem fazer juízo de valor sobre o assunto", apontou, em nota.
Atualizada às 14h50..


