Projetos polêmicos provocam bate-boca em Sarandi
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terça-feira, 29 de maio de 2001
Lucinéia ParraDe Maringá 
Dois projetos que entraram em regime de urgência na pauta de discussão da sessão de anteontem à noite na Câmara de Sarandi (7 quilômetros de Maringá) provocaram protestos e muito bate-boca entre os vereadores. Uma das matérias, de autoria de seis vereadores, prevê a criação de uma verba de gabinete no valor de R$ 1,2 mil para cada parlamentar. Outra proposta regulamenta a criação de sete secretarias municipais, prevendo um salário de R$ 1,8 mil para cada titular.
Os dois projetos acabaram sendo retirados de pauta, mas a polêmica continua, sobretudo em torno da criação da verba de gabinete. Carlos Alberto de Paula Júnior (PMDB), um dos autores da proposta, defendeu o benefício. A verba que estamos criando em Sarandi é razoável e visa garantir as mínimas condições de atendimento à população.
Já Cleiton Damaceno do Carmo (PT) considerou a verba um aumento de salário disfarçado. O projeto prevê que a verba deve ser usada para compra de passagens, tarifa de pedágios, combustíveis, lubrificantes, hotel, táxi e refeições com autoridades conhecidas. Mas a Câmara já mantém diárias para os vereadores que precisam viajar em benefício dos moradores, afirmou.


