A Prefeitura de Londrina promete encaminhar à Câmara de Vereadores até o dia 26 os últimos dois projetos de lei que integram o Plano Diretor (PD) da cidade: o de Uso e Ocupação do Solo (zoneamento) e o Plano Viário. Em 27 de março, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD), que participou de reunião na Câmara sobre o PD, estimava que em duas semanas os projetos estariam no Legislativo. ''A gente achava que não ia demorar tanto para conferir todo o texto'', justificou o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul), Robinson Borba. Segundo ele, a correção do Plano Viário já foi concluída, mas o projeto de zoneamento - com mais de 300 páginas - ainda está em andamento.
Em razão de suspeita de fraude nos textos dos projetos apontada no ano passado pelo ex-presidente do Ippul, tudo precisou ser refeito. As deliberações das conferências municipais sobre os projetos foram resgatadas na Caixa Econômica, parceira na confecção do PD, e agora estão sendo comparadas com os projetos. ''É demorado porque cada artigo do projeto precisa ser lido em voz alta por um servidor e acompanhado por outro, que vai conferindo se está conforme o que foi aprovado nas conferência'', explicou Borba. ''Acho que terminamos até o final desta semana.''

Zonas Especiais
Outro projeto que deve chegar à Câmara concomitantemente aos dois projetos do PD é o que estabelece as Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), áreas destinadas principalmente para moradias de famílias pobres. O projeto que criava as Zeis (437/2011) foi retirado de pauta em definitivo pelo Executivo na última terça-feira para que um novo texto fosse enviado. O presidente da Companhia de Habitação (Cohab), José Roberto Hoffmann, explicou que encaminhará ao Legislativo o ''texto virgem'' aprovado nas conferências, que está com a empresa Ecopólis, contratada pela Cohab em 2009 para organizar o projeto das Zeis.
''O texto atual sofreu muitas modificações e preferimos encaminhar um novo projeto para fazer as alterações via emenda na Câmara'', disse Hoffmann. ''É importante que seja discutido em conjunto com o zoneamento, com um único mapa, para que as áreas especiais não sejam definidas de outra maneira no projeto de zoneamento.''

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