Apontados como ''resposta à sociedade londrinense'' logo após o início das investigações na Câmara, os três projetos que previam a revogação das leis supostamente aprovadas sob pagamento de propina já foram rejeitadas pelos próprios pais antes mesmo de serem despachadas para as comissões do Legislativo, que realiza hoje a primeira sessão ordinária do ano.
Ontem, os projetos que determinam a revogação dos artigos 3º e 4º da Lei 10.418/2007 - que beneficiaram o antigo Mercado Municipal Guanabara, transformado em Centro Comercial - e do artigo 3º da Lei 10.412/2007 - que modificou o zoneamento de uma área na Gleba Palhano - já apareciam no site da Câmara (www.cml.pr.gov.br) sem a assinatura de seu autor, Luiz Carlos Tamarozzi (PTB). Osvaldo Bergamin (PMDB) manteve sua rubrica no primeiro e se retirou do segundo.
O vereador Renato Araújo (PP), que assinava esses dois projetos e um terceiro - o de revogação da Lei 10.402/2007, que autorizava doação de um terreno da prefeitura -, acabou abandonando todos. Somente Flávio Vedoato (PSC) manteve seu nome nos três projetos. Exceto por Tamarozzi, os demais citados estão entre os acusados de cobrar propina para aprovar os referidos projetos.
Segundo Tamarozzi, ''muita gente queria assinar no começo'', mas a iniciativa acabou se esvaziando com o tempo. ''As decisões na Câmara mudam como as nuvens do céu'', filosofou o vereador, que também é relator da Comissão de Ética. ''Não é por aí que vai se resolver o problema. As leis são constitucionais'', completou. (V.N.)

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