Projetos de reajustes aprovados em 1a votação
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quarta-feira, 17 de março de 2010
Rosiane Correia de Freitas<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Numa sessão conturbada ontem os deputados estaduais aprovaram, em primeira discussão, três projetos de iniciativa do Poder Executivo que promovem benefícios salariais para servidores públicos. A votação aconteceu na segunda sessão do dia, quase às 19 horas. Os textos aprovados tratam da alteração do soldo dos policiais militares, do reajuste de 5% para todo o funcionalismo e a que equipara o salário inicial de escrivões, investigadores e papiloscopistas às carreiras de nível superior.
Os projetos deverão ser discutidos em segundo turno na próxima segunda-feira. Ontem o deputado Mauro Moraes (PSDB) apresentou duas emendas que deverão ser incluídas na proposta de alteração do soldo. Em uma delas o parlamentar propõe que seja mantido o escalonamento vertical nos cálculos dos novos soldos. Na segunda emenda, Moraes defende que os reajustes sejam pagos em duas parcelas a partir do momento em que for estabelecido a capacidade financeira do Estado.
Outro que deve apresentar emendas ao projeto é o deputado Reni Pereira (PSB). ''O reajuste não é uniforme entre soldados e oficiais'', criticou. Para o deputado Ademar Traiano (PSDB), ''os policiais menos graduados serão prejudicados pelo projeto''.
As três propostas estão tendo uma tramitação expressa na Assembleia em virtude do calendário eleitoral. Depois de aprovados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na terça-feira, os projetos foram analisados e aprovados pela Comissão de Finanças e já incluídos na pauta da Assembleia ontem. E mesmo com a suspensão da sessão por mais de uma hora no início da tarde, os textos não deixaram de ser analisados.
Se as propostas não forem aprovadas, sancionadas e publicadas até seis de abril o governo ficará impedido de conceder reajustes ou benefícios depois dessa data. Para o líder do governo na Assembleia, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), a meta é aprovar os três textos na Casa a tempo do governador Roberto Requião poder sancionar. Requião deixa o governo no próximo dia 31.


