Projetos de Kireeff geram debate sobre cargos
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
O prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD) pretende criar nove cargos na administração municipal em troca da extinção de outros sete, em dois projetos de lei. As propostas, que constavam na pauta da sessão da Câmara de Vereadores de ontem, foram retiradas por uma sessão pela líder do Executivo, Elza Correia (PMDB), que alerta para necessidade de uma reforma administrativa.
O projeto de lei 204/2013 estabelece a criação de oito cargos dois analistas de sistemas, três cargos de contador e três de administrador. O mesmo texto extingue um cargo vago de economista e cinco cargos vagos no Serviço de Análise em Planejamento e Gestão.
Em outro pedido, Kireef solicita a dispensa de tramitação especial para a criação de uma vaga de analista de sistemas para a Secretaria da Cultura. A tramitação especial é aplicada quando há alterações em planos ou códigos e dobra os prazos de análise para emissão de pareceres das comissões. A dispensa aceleraria a aprovação da vaga, que altera o Plano de Carreira, Cargos e Salários.
Nos documentos anexos à justificativa, o prefeito afirma que as propostas não trarão impacto orçamentário-financeiro, uma vez que os cargos extintos são referentes a servidores aposentados e que preveem salários maiores que os valores pagos a servidores em início de carreira. No caso do posto para a Secretaria da Cultura, Kireeff diz que a função trará celeridade à pasta.
Elza justifica a retirada dos projetos da pauta para pedir ao prefeito que sejam todos englobados em uma única proposta. "Para que ficar votando esses votos picados?", questiona a líder do governo. Ela afirmou ontem que as novas funções atualizam o quadro de servidores. "Hoje não existem mais economistas fazendo trabalho de contadores", exemplifica.
Outro exemplo é o cargo de analista de sistemas para a Cultura. Ela diz que vai substituir funcionário "da época das anotações em cadernos".
Para Elza, as mudanças são necessárias para readequar o quadro de servidores, que está desatualizado. Porém, admite que mexer nas funções dos funcionários é evitado pelos homens públicos. "Mas, se é necessário, acho que o Kireeff deve fazer."
O prefeito foi procurado na noite de ontem para comentar a necessidade da reforma administrativa, mas o celular estava desligado.


