Além do deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), que já avisou que cumprirá o que estabelece a Constituição e igualar o salário dos deputados ao teto do Judiciário caso for eleito presidente da Câmar, a elevação dos salários dos congressistas também é o principal ponto da campanha do eterno candidato à presidência da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE). Severino apregoa em seu discurso, que tem forte apelo junto ao baixo clero, as dificuldades financeiras da vida no Legislativo e defende o aumento dos vencimentos.
O deputado pernambucano consegue há 10 anos se manter na mesa diretora da Casa sempre lançando uma candidatura avulsa para a disputa pela presidência com a promessa de aumento de salários. Depois, Cavalcanti entra em acordo com o candidato mais forte, apresenta a sua desistência e, em contrapartida, recebe um outro cargo na mesa.
Atualmente, somente com a despesa do salário dos deputados, a Câmara gasta mensalmente R$ 6.590 milhões. O salário de um deputado sem todos os outros benefícios é de R$ 12.847,20.
Além do salário, cada deputado também recebe verba de gabinete para contração de pessoal (mínimo de 5 máximo de 20, cujo piso é de R$ 261,34 e o teto é de R$ 5.226,76) no valor de R$ 35 mil; verba indenizatória do exercício parlamentar de R$ 15 mil (desde que apresentadas as respectivas notas fiscais); quota telefônica e de correio de R$ 4.278,55; auxílio moradia de R$ 3.000 e quatro passagens por mês (Brasília/capital do Estado/Brasília).

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