Caso o projeto de lei em tramitação na Câmara de Vereadores seja aprovado em segundo turno, a Prefeitura de Londrina terá de submeter as contratações de serviços terceirizados à apreciação da Casa. A matéria, de autoria do vereador Marcelo Belinati (PP), passou ontem em primeira votação. Pela proposta, o Município fica proibido de contratar serviços terceirizados ''sem prévia autorização legislativa''. A autorização ficaria condicionada à apresentação de documentos ''comprovando a necessidade e a conveniência pública para a respectiva contratação'', assim como ''documentos contábeis comprovando que essa contratação trará economia ao Município''.
Segundo Marcelo, a idéia não é exatamente se posicionar contra essa modalidade de serviço - com a qual devem ser gastos, só este ano, mais de R$ 50 milhões. ''A proposta é fiscalizar os atos do prefeito, pois esse é papel da Câmara, e abrir esses dados à população'', disse. Questionado sobre o fato de o Executivo deter maioria na Casa, o vereador disse não acreditar que isso traga implicações em votações do gênero. ''Até porque, o prefeito teria de comprovar que o serviço seria mesmo mais barato'', definiu.
Para o líder do Executivo na Câmara, Gláudio Lima, o projeto ''pode ser uma espécie de armadilha''. Na avaliação do petista, submeter ''questões administrativas a uma instituição essencialmente política'' submeteria a realização dos serviços a eventuais paralisações, até aprovação. ''Se demora (para a Casa analisar), o prefeito acaba contratando emergencialmente, sem licitação. Creio que isso cria, na verdade, uma brecha para burlar a legislação'', sugeriu.

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