O prefeito de Londrina Nedson Micheleti (PT) encaminhou ontem à Câmara de Vereadores, o projeto de lei pedindo a abertura de crédito adicional especial de R$ 60 mil – que pode extrapolar 20% – para custear o plebiscito sobre a proposta de venda da Sercomtel Celular, que acontece dia 19 de agosto. Apesar do pedido de urgência do projeto, o presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB), acredita que não será necessária uma convocação extraordinária. O projeto deverá ser discutido somente na primeira sessão ordinária após o recesso, no dia 2.
A proposta de venda da Sercomtel Celular também foi discutida ontem em uma reunião entre o prefeito e o secretariado. Conforme o secretário de Fazenda, Paulo Bernardo, foram apresentadas duas projeções do orçamento do município para o ano que vem: com ou sem a venda.
‘‘Em qualquer das hipóteses temos que manter a austeridade, mas os investimentos aparecem em um cenário diferente. Se a Celular não for vendida, os investimentos poderão ser feitos somente no ano que vem, de acordo com a arrecadação. Se vender, vamos ter um valor, ainda não determinado, que vai ser investido integralmente’’, justificou Bernardo. ‘‘Ele (Nedson) pediu que os secretários se empenhassem em divulgar a intenção de vender, mas lembrando que a prefeitura não pode ser envolvida nem contra nem a favor. Não podemos usar a máquina em hipótese nenhuma’’, disse.
A indefinição sobre o futuro da estatal, fez com que o prefeito agendasse uma reunião com os secretários, que deverá durar um dia inteiro, logo após o plebiscito. ‘‘Nedson colocou que esse primeiro semestre somente acaba no dia 19 de agosto, e tendo a possibilidade de venda, teremos que replanejar todo o orçamento’’, disse Paulo Bernardo.
Segundo ele, a administração está satisfeita com os resultados dos primeiros seis meses de mandato. ‘‘Estamos conseguindo colocar a casa em ordem. Em 99, o déficit foi de R$ 52 milhões. Em 2000, de R$ 40 milhões. E esse ano estamos com R$ 14,6 milhões de superávit’’, disse. ‘‘Ainda temos uma situação complicada, com R$ 120 milhões em dívidas. Por isso temos que manter a austeridade.’’

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